quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Moça e o "Rapaz".




Certo dia, uma moça com passos lentos, ouvindo o seu MP3, viajando nas palavras de uma canção, foi abordada por um "Rapaz" que nunca o havia visto antes.
Claro que existiu um medo naquele momento, mas este "Rapaz", só foi oferecer canetinhas com cheiro de túti-fruti.
A Moça com receio, agradeceu e pensou em seguir em frente, afinal, já era tarde.
Este Rapaz, do nada disse:
“Moça bonita dos olhos fortes, decididos que transmitem segurança; porque é tão carente e está com esses olhos tristes?”
Neste momento, ela olhou, pensou... Se lembrou de acontecimentos atuais olhando bem naqueles olhos desconhecidos e permaneceu calada.
Sem reação, apenas lhe deu um sorriso negando esta afirmação e agradecendo pelas canetas.
Ele imediatamente fechou os olhos e disse:
“Se você me disser que posso te tocar eu te tocarei”. Ela sem o que dizer, achou irônico e deixou que ele a tocasse apenas a ponta do seu dedo indicador em seu braço.
Ele ao encostar nela, perguntou:
“Está sendo tão difícil assim tomar uma decisão?”
Ela assustada, sorriu novamente sem jeito e o olhou afirmando que sim; está sendo muito difícil!
Ele; em pleno calçadão da Rua Halfeld, no centro da cidade de Juiz de Fora, vendendo aquelas canetas para ajudar em uma peça de teatro, que no qual ele fazia parte, disse mais uma vez a ela:
“Preste atenção!
Nós temos inúmeros acontecimentos em nossas vidas. Rumos de A à Z para seguir.
Você está em guerra, e o que fazemos em guerra?
Lute, sonhe, chegue onde você quer!
Grite dentro de você: ISSO AQUI É MEU!
Seja forte, seja você! Seja feliz de verdade...
Vale a pena essa angustia, esse peso aí dentro?
Cadê você?”
A Moça, seguindo o raciocínio deste nobre Rapaz se perguntou:
“Cadê o meu EU?”
Pensativa se sentiu entalada, pois aquele "Rapaz" que estava bem ali, em sua frente do nada tocou em seu machucado. Conseguiu fazer com que os pensamentos se misturassem.
Ela ergueu a cabeça e se sentiu forte e motivada o bastantes para não continuar parada no tempo. A alto-estima faz do ser humano uma terra molhada pronta para deixar a semente fazer moradia e, assim dar o seu fruto.
Para isso, essa alto-estima precisa estar em alta.
Essa moça conversou um pouco mais com este desconhecido, recebeu aquelas palavras como sinais positivos e o confessou:
“Estou em guerra sim e eu vou vencer!
Porque nada como enfrentar o medo. Venho escondendo toda essa dor, sorrindo e me escondendo dessa realidade.”
Ele, segurou em seu rosto e disse:
“Em um campo de batalha, se usam todas as armas, todas as formas para vencer.
Se for preciso passar por cima é questão de escolha, mas só de existir um querer em olhar primeiro para você mesma, já se torna tudo!
Quanto à carência, isso não é nenhum problema, é apenas uma forma de se dar e assim, cuidar, seja de quem for.”
Essa moça, mais uma vez percebeu que no meio dessa guerra, a família estava distante, porque ela havia se esquecido de sua família, dos amigos, mas recorreu a tempo e foi enfrentando tudo e todos, para reconquistar o seu espaço e reconquistar o que tem de mais precioso na vida, sendo o seu amor próprio.
Não existe esse negócio de esquecer de sí para viver um grande amor ou a vida do outro.
Esse "rapaz" fez das palavras dele, uma lágrima descer pelo rosto bonito dessa moça, pois ele a sacudiu, deu um choque para que esse erro fosse corrigido a tempo.
Essa moça agradece, pois ela está segura de sí e dos seus objetivos hoje em dia...

Eu, Sabrina Receputi, agradeço esse desconhecido.
Obrigada, "Rapaz" da caneta de tuti-fruti que leva o nome de "Ruan".



(Sabrina Receputi)

2 comentários:

  1. De fato certas coisas (e pessoas) aparecem do nada, nos surpreendem e nunca mais as vemos... Mas tudo isso foi necessário P:

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