sábado, 18 de abril de 2009

Mudanças, trazem mudanças.


Porque muitos sofrem com mudanças tão repentinas?
Tudo tem um porque, não acha?
Veja bem:
Porque você está em frente do seu computador lendo este texto agora?
Porque acordou tão cedo neste dia cinza e sombrio?
Porque se fechou o tempo, sendo que agora a pouco, tinha um lindo sol lá fora?
É... Mudanças trazem mudanças sim!
Isso é fato,
Oque era lindo, se tornou feio.
Oque parecia eterno, se acabou.
Oque tinha vida, morreu.
Calma! Se apavorar com essas coisas irá trazer felicidade?
Lembre-se: Uma porta se fecha e outras se abrem.
Basta observar o passar dos dias.
Coragem e sabedoria fazem à multiplicação da paz e mudança sadia.
Tudo na vida passa.

Já diz a pequena esguia do Rei e o anel.
Era uma vez um rei que administrava seu reino com extremo zelo e que para tanto contava com bons conselheiros e até mesmo com um sábio em sua corte, além de fiéis cavaleiros bem preparados para um combate inesperado.

Numa manhã o rei recebeu de presente de um visitante nobre um belo rubi e mandou chamar o joalheiro da corte para pedir a este que criasse um anel, que seria o seu anel da sorte, pois assim o aconselhara o visitante que lhe presenteara a pedra.

O rei pediu ao joalheiro que criasse um pequeno compartimento no anel que deveria estar exatamente debaixo do rubi, onde um pequeno pedaço de papel pudesse ser armazenado. Como o compartimento era muito pequeno, qualquer coisa que se escrevesse naquele pequeno pedaço de papel não poderia ultrapassar quatro palavras.

Quando o anel ficou pronto o rei mandou chamar o sábio e lhe explicou sobre o anel. O rei então pediu ao sábio que lhe escrevesse as quatro palavras que lhe pudessem ser útil num momento de extrema necessidade ou desespero.

O sábio assentiu e pensou por um instante. Chovia há dias e o sábio disse ao rei que assim que a chuva o passasse entregaria ao rei as quatro palavras já escritas no pequeno papel tendo-o colocado no compartimento do anel da sorte do rei.

Dito isto, o rei concordou e entregou o anel ao sábio.

Passados dois dias e também as chuvas que irrompiam no reino há quase uma semana, o sábio devolveu o anel ao rei e disse:

- Majestade: abra o compartimento do anel somente num momento de extrema necessidade.

O rei concordou e colocou o anel no dedo. Passadas algumas semanas, o reino foi invadido por bárbaros e estes queriam a cabeça do rei para poderem tomar posse do reino. O rei percebeu que seu exército era muito mais fraco que o do inimigo e que fora pego de surpresa. Eram a ele que eles queriam.

Não lhe restava outra alternativa senão fugir em seu cavalo. Sem alarde pediu a seu servo imediato que preparasse seu melhor cavalo e partiu sem rumo. Os bárbaros o perseguiam e o rei se sentia acuado e em desespero.

O rei tinha decidido poupar seus soldados uma vez que o exército inimigo era duas vezes maior que o seu próprio exército e sabendo ele que era a sua cabeça que os bárbaros queriam, decidiu partir só para poupar vidas e afastar a atenção dos bárbaros para uma região vizinha a do seu reinado.

Foi então que o rei lembrou-se do anel. Abriu o compartimento e pegou o pequeno pedaço de papel onde estava escrito:

- ‘Isso vai passar. ’

O rei sentiu-se de alguma forma aliviado, enxergou logo adiante uma clareira, entrou nela, se escondeu, até que os bárbaros, já o tendo perdido de vista desistiram e partiram.

Já seguro, o rei retornou ao povoado onde todos o aguardavam ansiosos, uma vez que não acreditavam que ele ainda pudesse estar vivo. Quando o viram retornar são e salvo, houve festa e exultação geral entre todos. O rei sentia-se orgulhoso de si mesmo e em êxtase por estar vivo e por ter retornado ao seu reino que permanecera intacto.

Neste momento, o rei recordou-se das palavras escritas no pequeno pedaço de papel contido no anel pelo sábio e o mandou chamar. Ele agradeceu o sábio pelas palavras escritas. O sábio pediu ao rei que lesse novamente o papel.

O rei questionou pois ele estava tão feliz, tão alegre, não havia motivo algum para desespero naquele momento e nenhuma vida tinha sido perdida na quase batalha. O rei estava orgulhoso de si mesmo e alegre.

O sábio repete:

- Majestade: lhe peço que leia novamente o pequeno papel.

O rei olha com atenção ao semblante sério do sábio e abre o compartimento do anel e lê:

- Isso também vai passar...

(este texto é uma adaptação livre de uma parábola sufi)


Quais querem que sejam as mudanças, respirem fundo, não fuja da dor, levante a cabeça e encare com tudo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Palavras de um olhar


Alguém sabe o significado de olhar nos olhos profundamente?
Existem aqueles que preferem desviar um olhar ao conversar, por quê?
Isso é grave!
Olhar nos olhos transmite respeito, atenção, sinceridade...
Não basta abrir a boca e começar a falar oque pretende.
Alguém já observou que mesmo calado, um olhar diz tudo?
Às vezes, é melhor o silêncio entre duas pessoas e deixar os olhos apenas conversarem.
Muitos reclamam de uma pessoa que olha mesmo nos olhos, pois sabem o que eles mostram.
A personalidade de uma pessoa está em seu olhar.
Se pegar uma televisão e mudar de canal, irá perceber que esta televisão transmite inúmeros canais para assistir.
A mesma coisa é um olhar de uma pessoa que transmite inúmeros significados:
Ingratidão, felicidade, tristeza, carência, raiva, pena, mentiras, verdades, culpas...
O interessante é saber olhar nos olhos com verdades!
A não ser que a pessoa seja psicopata, onde demonstra verdade em um olhar e tudo não passa de uma farsa.


Poema: Te Olho nos Olhos...
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina


Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.

Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.

Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."

(Sabrina Receputi)