quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Até onde vai seria difícil traduzir, mas no que vai dar, é bem mais fácil afirmar.


Duas pessoas com caminhos diferentes, projetos distantes por mais perto que poderiam estar durante um bom tempo de vida de cada uma dessas, surge então um laço em uma oportunidade propícia, se resumindo com o passar dos dias e meses... Em uma linda amizade, com uma cumplicidade boa de vê.
É notável por mais discreto que possa ser.
Como uma árvore de espécie rara surgindo no deserto, seria um bom exemplo para explicar o surgimento dessa união e assim dando o ar da graça com belas flores a cada amanhecer.
Duas sementes com expectativas de vidas diferentes, dois corações preparados ou até mesmo, totalmente despreparados para tantas coisas em comuns que até então, não sabiam que poderiam ser amigas.
Descrever essas sementes não seria fácil, pois, algumas coisas as colocavam distantes uma da outra nesse tempo todo, mas um dia o que parecia impossível começou a reinar, começou a fazer parte do dia-a-dia de cada uma dessas duas flores.
Uma amizade verdadeira, um vínculo onde o “nó” tem um “Q” de sinceridade e sentimento crível.
Dois amigos podem ser muito mais que simplesmente “dois amigos”, podem ser confidentes de muitas ocasiões, podem ser “amantes” dessa união por ser de tamanha originalidade ao ponto de não parecer real para muitos ou até mesmo, para eles mesmos que preferem evitar o inevitável.
Como pode?
Não sei...
Mas, será que quando do nada vem um pensamento, uma imaginação do “estarem juntos” além de um encontro “formal”, seria um laço enfeitado com pedras vermelhas identificando um querer ainda maior, onde o “amor” possa estar dando o ar da graça em silêncio?
Não sei... Ou, sei.
Olha, é de se admirar quando ao tocar apenas no nome, surge um interesse maior pelo assunto, surge um sorriso meio que de banda demonstrando a alegria em querer estar bem consigo mesma, em ver o bem desta pessoa e em estar bem com a mesma.
O imaginário é um prova de que o querer pode estar rodeando sim os pensamentos acompanhados do desejo, da paixão.
A atração é um sentimento fatal, sei que é.
No imaginário surge a curiosidade do toque, do beijo sem intervalos.
Surge também a lembrança por ver algo que você sabe que a outra pessoa adora.
Existem inúmeras coisas que vão levando devagarzinho uma até a outra, sem pressa, sem pressão, sem rompimentos evitando essa dádiva.
Até onde vai seria difícil traduzir, mas no que vai dar, é bem mais fácil afirmar.
O toque passa a ser como uma leve pena a flutuar no céu seguindo o rumo que o vento decidir, os olhares já não entram na parte de somente amigos, pois eles sim falam o que na verdade pode ser calado ou até mesmo nem eles mesmos sabem.
Ao se despedir, o beijo que até então era dado no rosto, começa a ser de raspão de encontro com os lábios, onde uma estrelinha brilha e faz a diferença no céu que parecia tão silencioso.
Quando se pode mais, quando aos pouquinhos vai se permitindo mais, as barreiras vão se tornando pequenas demais para o muito que ainda está por vir, só que devagar, no seu devido tempo.
O porquê disso?
Não se sabe apenas se pode afirmar que o sentimento quando resolve bater na porta de alguém, ele não olha quem, não calcula a idade, não enxerga o ruim e somente pensa em seguir e viver isso da melhor maneira possível, sem fazer dos erros passados o presente, já que tudo pode ser tão novo e diferente.
Eu particularmente admiro um sentimento recheado de coisas boas, onde os ciúmes são ignorados para não atrapalhar o que de fato pode ser gostoso.
Bilhetes, cartas, mensagens, tudo isso faz a diferença, como um simples gesto de que o outro é lembrado no determinado momento.
Às vezes, pode não ter um assunto, mas um bom dia, um sorriso com carinho basta e cala qualquer um.
A inveja existe quando se trata de uma relação saudável, sem uma bagunça sentimental.
Experimente ou simplesmente sinta, é real desde que seja real o que sente!
Quem não curte uma atenção, um carinho, um colo, enfim:
Muitos hoje estão se esquecendo do lado sentimental e apenas estão dando razão para os ciúmes. Incrementam com a falta de respeito uma situação que pode ser resolvida de boa depois, entre os dois.

Acho muito bacana quando ouço uma música que conta um fato onde uma amizade foi se transformando em um amor puro, por se conhecerem demais.

No geral, eu apenas direi uma única frase:

- Vamos observar mais, valorizar mesmo o que hoje é raridade, ou seja: o amor.
Aos poucos o que eram dois, se transforma em um.

(Sabrina Receputi)

2 comentários:

  1. poderia dizer apenas uma coisa sobre seu texto...PERFEITO. Sabrina, vc se superou, muito bom esse texto. beijoss

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