terça-feira, 18 de maio de 2010

Estrela adormecida.




Uma miragem invadiu os sonhos de uma estrela que dormia sossegada em seu universo.
Uma saudade fez com que rios de lágrimas molhassem aquele travesseiro febril.
Uma solidão fez moradia naquela hora tão inocente e sutil.
Quem dormia, acordou apagada com sede de um beijo, dos olhos de bola, das palavras que um dia foram sinceras, das brincadeiras.
Mas, com o desgaste diario esse fato se separou e o que parecia ser carimbado com um véu foi enterrado com grãos do que passou.
Sim, já rolaram lágrimas, já houve sofrimentos e a sensação de que tudo isso não passou de uma saudade refletida pelo sonho que temia em acordar imediatamente.
Não adianta, não há pedidos para que Deus faça voltar e si que ajude a apagar mais e mais sem ressentimentos todo esse teatro que um dia foi mágico desse palco que hoje é grande demais.
Não tem mais platéias, não tem mais aplausos.
O cheiro que passava pelo ar de satisfação hoje é resumido em futilidade.
Sem lembranças dos erros fatais e muito menos das alegrias. Tudo parou e se tornou uma fotografia de tudo o que foi vivido.
As paredes guardarão toda essa história sem se quer comentar sobre.
Um ponto está em Norte e o outro no Sul.
Sem chances de volta por mais que não sabemos do amanhã.
Não tem tempero e nem solução.
Vai além do pensamento a certeza de que tudo isso se tornou sério por não ter cura, por não brilhar e não ter remédio.
Foi um sonho com assombrações tentando atormentar, mas passou...

Afinal, não vale acomodar com o que incomoda.

Volte a dormir moça singela.


(Sabrina Receputi)

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