sábado, 22 de maio de 2010

Menina...



Uma gota de orvalho desceu do rosto daquela menina que seguia a iluminar a menina dos seus próprios olhos. Cílios encharcados de paixão, segredos embriagados por “luxúrias“ desgovernadas. Castigos mudando todas as direções e a menina que afoga a menina dos olhos tirou o seu diploma dessa faculdade do desamor a muito tempo. O saber é muito mais forte do que qualquer tabaco a entalar garganta abaixo preenchendo o ego de fumaça. Desilusões transformadas em carências. Isso é um perigo!
ALERTA!
A vida inteira para sentir os sete pecados do mundo. A cada dia virado é um dia de gloria a berrar estourando os tímpanos dos cometas que por ela passam a milhares de quilômetros por hora.

Menina que um dia cresceu e foi embora para as surpresas do amanhã, pois o tempo voa.

A chuva cai e lava toda essa sujeira. O que era escuro é visto com muita clareza, pois o tempo soube e sempre sabera o que fazer.
Não remédio a não ser o tempo.
Feridas se fechando, planetas se misturando, madrugadas frias e manhas abençoadas. Um lamento de partida onde o tempo administra com pequenos grãos de areias todas as decisões. O mundo todo percebe que a menina dos olhos molhados faz a prova certa para o mestrado do amor tranqüilo.

Menina que faz dos seus dias um show com luzes radiantes a decolar, musicas e amigos que a querem bem.

(Sabrina Receputi)

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