segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cotidiano



Ao amanhecer, abro os olhos e sinto o acordar dos pássaros, a suavidade dos orvalhos e a rigidez no rosto de cada um.
É de enlouquecer quando o despertador da o meu sinal de partida.
Da cama me despeço, estava tudo tão “meu”!
O calor prende todo o meu animo e desejo de não mais sair.
Delírio ao me imaginar ignorando esse que me chama, sendo o dever.
Mas, sei que um compromisso é algo indispensável.
No café, sinais de eletricidade somente na primeira golada queimando goela a baixo.
Na cafeína deposito a minha fé de ver o meu corpo acordando por inteiro, passo a passo.

No caminho, ouço vozes, barulhos de roletas e buzinas.
Uns gritam, outros sussurram e eu ali, apenas observando tudo.
Mas, sei que isso é um detalhe de uma "rotina" que vai fazer toda a diferença em um amanhã muito próximo. De realidade, será uma história.
Pensamentos a mil, mas o silêncio comigo mesma me cala e me supera.
Meus olhos digitam tudo o que vêem, minha mente tem fome para vencer. Minha boca não se mexe em nenhum minuto, mas digo o que penso rapidamente.
A expressão é tudo e minha face é tão talentosa.
Minha alma dança no ritmo do vento que pelas flores passam sacudindo a minha paz e me deixando em êxtase.

Esse frio da manhã me envolve e me amolece, desperta o meu despertador interno e aquece todo o meu “eu” colorindo a minha roupa que até “ontem” era em preto e branco.
Comigo, os sinais que vão passando por mim eu sinto o verde, o amarelo e o vermelho dos meus cinco sentidos pela vida.

A roleta continua girando e eu só estou indo.


(Sabrina Receputi)

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