quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ser, seria...



Fácil seria se o azul do mar invadisse o seu mundo transformando tudo em “blue” feito um algodão doce.
Onde tudo fosse festa, onde o imaginário fosse real e doce feito este algodão.

Difícil seria olhar para o perigo e não se importar com a realidade.

Profundo seriam as palavras tomando o seu “continente” de você.

Inútil seria não se dar o valor exato para que te notassem.

Perfeito seria suspirar o amor aspirando mesmo à liberdade.

Feio é ser fácil, “tolo” para aquele que teima em se achar a “constelação” da madrugada.

Cruel é sentir prazer com a dor do outro, é rir da solidão como se também não tivesse um coração.

É isso é ser “tolo”!

Tudo tem uma medida, tem um sabor, uma capacidade de expressão.
Ser fácil é algo sem força, pois quem vai querer algo tão dado?
Tudo tem a sua intensidade e um momento para acontecer.

Confuso, não?

Veja bem:

Muitos dão valor ao “difícil” da questão, ignoram o “fácil” às vezes até por vaidade.
Pela lógica, quanto menos fácil é, mais difícil será.

Falei alguma mentira?

Isso tem um “Q” que chama atenção de muitos.

As qualidades às vezes se escondem por trás de tantas banalidades.
Pena é que fazem ser assim por aí.
Quanto mais você se esconde, mais visível você está.

É assim que funciona, como um joguinho.


(Sabrina Receputi)

2 comentários:

  1. Tudo seria bem mais simples se não existisse
    a matemática...Se as somas não gerassem uma competição e se não existisse um perdedor no final do jogo.
    Deixar fluir a vida seria viável...
    Apenas abrir os olhos e enxergar o que está à diante.Um trajeto sempre é feito de desvios,mas dá-se sorte de pegar um belo pôr-do-sol de possibilidades.
    Beijos...

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  2. Aêee, que tudo! Muito bom seu comentário. E assim se segue mesmo.
    Beijo!

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