segunda-feira, 5 de julho de 2010

Amigo da floresta




Passos pela noite marcam pegadas pelo chão, uma linda lua cheia ilumina cada pedacinho daquela trilha.
De repente um barulho: "PA!" e um silencio medonho toma conta daquele lugar frio e cinza.
Amedrontado, um Lobo corre em sua direção. Mas, qual é a direção? Ele não sabe. Ele este perdido e desesperado. Ofegante, o Lobo passa por um ribeirão e de um abismo ele avista um corpo que acaba de dar o seu ultimo suspiro.
Sem entender, ele corre! Corre muito, ao ponto de rastejar pela escuridão onde só a lua o guiava com seus traços de luz.
Arvores a gemer por causa da ventania que por ali assoviava.
Olhos o observavam em silencio.
Era tanta dor, era tanto desespero no meio de tantos caminhos e nada de encontrá-lo. O Lobo, por si só continuava a procurar aquele corpo que já se encontrava rígido. Espere! La esta ele.
O Lobo triste parou bem em frente ao que acabava de se desprender da terra.
Olhando para ele, mordeu os pés daquele homem de barbas brancas, na tentativa dele se mexer. Nenhum sinal para alegrá-lo.
Na insistência, o Lobo lambeu aquele rosto gelado de sereno e nenhuma esperança mais o persuadia. O Lobo permaneceu ali, quieto feito uma estatua e nem a fome o fazia lutar pela própria vida e encarar essa perda.
Aquele velho que se encontrava cada vez mais em decomposição no passar dos dias, anos, era o seu amigo da floresta. Seguiram grandes aventuras no passado, ate que um tiro o tirou a vida.
Mas, quem fez isso?
A lei nunca saberá. O Lobo nem pode contar e, mesmo se pudesse, agora já seria tarde demais, pois ele também acabou de falecer no meio de tanta solidão e angustia.


(Sabrina Receputi)

2 comentários:

  1. nossa, demaiss a história! Muito comovente e envolvente.. imaginação fértil hein Sabrina Receputi rs

    beijos!

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  2. hahahaha
    Spo não seid e onde tirei esse Lobo de dentro da minha mente, mas qd vi ele estava escrito e me fazendo falar sobre ele...
    beijo!

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