terça-feira, 13 de julho de 2010

Saudades...



Como seria decifrar uma saudade tão presente?
Saudade que vem para tentar abafar uma falta, saudade que surge para se lembrar do bom, saudade para lhe ofertar e tentar enganar toda essa tensão por querer ver logo, saudade para fortalecer uma união, saudade que abala o coração partindo assim para uma saudade ainda maior ou meio dolorosa.
Qual é a da saudade?
As horas passam, uma contagem regressiva atormenta para chegar logo à hora.
Momentos de ternuras são jogados na cama e o ar que se respira tem cheiro de alecrim.
A água doce adoça o rio que se passa unindo esses dois corpos, seguindo o caminho da paixão.
Sentir todo esse mistério atenta, agrada ainda mais e aquece esse sentimento leve e crível.
Paixão que estando "frente a frente" faz o diferencial de uma dança caliente.
Nesse instante, cadê a saudade?
Olhar fundo e profundo esses olhos despertam palavras e mais palavras sem precisar de fato falar alguma coisa.
Bons pensamentos tomam conta do espaço e deixa essa saudade para depois.
Basta olhar mesmo para perceber tudo o que está acontecendo nesse inverno.
Depois vem mais uma vez essa tal de saudade fazer moradia e parte para a contagem mais uma vez só para ter perto essa estrela.
É um querer tão grande que às vezes assusta e aguça a curiosidade por algumas respostas de perguntas secretas.
Ai, que encanto!
Entender às vezes nem é necessário, basta se entregar de corpo e alma.
Sonhar com o café na cama, com a casinha de sapé e um lindo ninho de amor é algo que faz companhia dos pensamentos diários.
Corações aquecidos despertam batidas que só os dois soletram, “entende”?
O jeito é tentar distrair a saudade com uma xícara de café e esperar por esse abraço que aquece mais que um moletom em pleno frio.


(Sabrina Receputi)

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