quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os olhos sentem, quer ver?



Avistando um horizonte, se ouvia uma cigarra a cantarolar versos sombrios em sinfonias de paz.
Até os sapos dançavam na garoa que caía naquela hora.
No meio de um silêncio de um frio a queima-roupa, era notável um aquecimento com um simples beijo que poderia acontecer a qualquer momento.
Até a Lua se encantou com a melodia.
Beijo que despertou uma curiosidade de sentir mais e mais ao ser beijado.
Vaga-lumes a piscarem em um ritmo gostoso onde a noite estava só começando.
Não tem coisa melhor que compartilhar uma sintonia que dá para perceber uma combinação, e com isso, nada como deixar fluir como uma valsa.
Poemas vão sendo elaborados vagarosamente e um deles nasce no meio de um deserto após a meia-noite, do nada e cheio de mistérios.
O coração bate de acordo com o agora e isso não é nada fora do normal.
Risos soltos pelo ar, mãos a passearem, até que tudo se misturam ao poucos.
Cores acesas que simbolizam uma tranqüilidade em constelação.
Uma conquista é algo precioso em uma relação, independente de um amanhã, pois se torna o momento de saber ser o que de fato é, e assim conquistar com carinho e sem pressa.
Tudo se observa e observando, tudo se nota. Fato!
A calmaria faz de uma ventania, um bebê inocente e abraça sem pensar em largar o que de fato é bom, mandando o ruím para longe.
Faz bem dar valor aos pequenos momentos, sorrir com os olhos, tocar com delicadeza e ser firme nas horas certas.

As horas precisam voar mais de vez enquando, para que sempre chegue o amanhã e assim saciar o que deseja, agora...

Os olhos sentem, quer ver?

"Inspirações vão sendo expostas e os segredos vão sendo entregues".


(Sabrina Receputi)

2 comentários:

  1. "Não tem coisa melhor que compartilhar uma sintonia que dá para perceber uma combinação, e com isso, nada como deixar fluir como uma valsa."


    ......Lindo......

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  2. Obrigada, moça! Bem vinda, sempre...
    Beijo.

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