sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aprende quem quer.




Os dias estão passando mais depressa.
Nuvens estão atropelando os sinais e eu não estou entendendo nada.
Aviões traçando o céu, carros atropelando a paixão, desgovernados feito trilhos que seguem.
Estão derrapando nos buracos causados por nós!
Urubus pintando o azul de preto, maritacas perdendo o seu tom verde bandeira a proclamar pela Pátria.
Propagandas enganosas estampados na cara de cada um, torcidas por um mundo melhor.
Basta o Juiz apitar para que esse jogo tenha uma organização, um carater, mas cadê o juiz? Foi comprado!
Clima de pecado, clima por compaixão.
Como um quebra-cabeça, pecinhas se encaixam e outras se perdem.
Por que tem que ser assim?
A vida não é um café amargo, é apenas um chá que de quente vai ficando frio, se tornando ruim.
E o chocolate por caminhar nessas estradas e escadas onde se segue, para, sobe e desce?
Aperte o botão para que essa ficha caia logo.
Nossos dias estão cada vez mais distantes do tempo em que uma criança era tranquila.
Infelizmente essa realidade está no meio de nós.

Isso é uma escola.

Aprende quem quer.


(Sabrina Receputi)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

No circo do imaginário...



No circo do imaginário o Palhaço abre alas com o seu nariz vermelho e com o seu rosto todo em cores.
Com palavras engraçadas ele desenha nas faces dos que os assistem, gargalhadas.
Os tambores despertam a expectativa criando emoções em sons de bandolim nos olhos de cada um. Isso é incrível!
Batendo os pés no chão, o circo se acende todo com uma iluminação profunda que só quem ta no clima sente.
Uma vibração, uma energia transformando tudo em um espetáculo maravilhoso!
O Palhaço aperta o play e o acordeom libera com suas notas musicais um leão que apresenta uma fúria de ser um animador da esperança em que há de não ser um dos últimos em uma roda de circo.
E o elefante que virou uma cambalhota? Esse fez poses até para os que o admiravam. Mas é muito espaçoso esse “danadinho” gigante. Olha isso!
A serpente dançando “rebolation”. “No creio!”
É muita alegria, é muito brilho.
É algo que só tem quem quer, quem pode.
O Trapezista dando voltas e voltas na tristeza, segurando nos braços do que o fortalece.
Espere! Ele caiu.
Será que se machucou?
Momentos de silêncio e tensão na platéia tomaram conta do lugar.
Espere! Ele está se mexendo, está se levantando devagar.
Sacudiu a poeira disfarçadamente e subiu novamente em seu trapézio.
Isso é fenomenal!
Ergueu a cabeça e realmente fez o show continuar.
O globo da morte se fechou com cinco motoqueiros dentro e a prova do saber é mais forte.
A experiência envolve “TUDO E TODOS”, basta pensarem positivo.
Na magia do Mágico, os instrumentos aparecem e tocam em cada um com uma nota diferente. Mas isso é divino!
Cadê a tristeza que estava pendurada em meu coração?
Esse Mágico fez sumir e colocou em meus olhos um sorriso.
O show vai chegando ao fim e o circo continua em chamas devido ao que não parece existir. Ao acabar o espetáculo, o show continua em cada um como um exemplo de que basta cair para se levantar e sem medo. O circo só começou na realidade e eu sinto que sou muito mais do que penso ser.

Com uma chuva de pipoca a suspirar na multidão, o Palhaço se despede.

Adeus!


(Sabrina Receputi)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Festinha bacana.


No deserto florido da imaginação, nasce uma flor com o nome de “Sinceridade”.
Na evolução da raiz, não aparenta ter espinhos.
No colo da “Sereia” o "Aconchego" está coberto por suas escamas e encantado com o seu encanto, cantando alegremente para a sua alma que preza em chamar pelo “Prazer”.
Vestido comprido realça nas pedras em que sobre saem do mar, com uma arte, uma pintura única.
No seio da mãe “Natureza” germina um embrião chamado “Coragem”.
O sal que sai do sol queima como o sal que ta no mar, arde até adoçar o cérebro ligando todos os botões para a festa começar com a melhor DJ dos últimos tempos, a “Paz”.
Da sacada avisto uma chama que ilumina, deve ser parente daquela moça chamada “Estrela Cadente”.
Na porta bate o “Anseio”, pedindo uma xícara de açúcar há essa hora!
Na sala de estar, ofereço uma cerveja para o meu amigo “Anjo Da Guarda” e o agradeço por sua presença.
Olha que vou acabar oferecendo um risoto de felicidade para a minha idolatrada amiga e conhecida como “Gratidão” e a sobremesa sobre a mesa vai ficar por que dançarei a noite toda com a “Liberdade” um tango chamado “Amor”.
A “Emoção” também está vindo para essa festinha de “Glória” trazendo o senhor “Coração”, celebrando com clareza o dia dos bons.

Que dia é esse?

Ah, é o dia daqueles que freqüentam essa festinha bacana da “Gentileza” e quebra tudo com o funk da “Razão”.

O melhor de tudo é ter a certeza de que a união faz a força desde que seja para o bem e com amigos por perto de verdade.
Opa, mas falta a dona “Neblina” para acalmar a senhora “Ansiedade” que teima em atormentar o caçula da festa, o “Tempo”.
Esse anda devagar, mas passo a passo acompanha o moço que leva o nome de “Sorriso”.
Claro que eu não cairei nos braços da “Solidão”, nem tenho sentimentos por ela.
Prefiro conquistar o Zé da feira, conhecido como “Seu Sabedoria” que é pai da minha lindeza sendo a dona “Paixão”.
Cada história tem o seu início, meio e fim!
Nada como deixar acontecer tudo em seu tempinho e fazer como em um filme, onde no final tudo vai dar certo.

(Sabrina Receputi)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Especial é a palavra!


Pele macia, abraço bom de abraçar, sorriso bom de fazer acontecer.
Da paixão ao amor e do amor ao incrível, um “zelo” que por algum motivo mereceu um “carimbo”. Claro que isso mexe com o pensar, mas acalma e trás a realidade sendo um laço incomparável para todo o sempre.
Viver instantes felizes com quem se tem uma confiança boa é maravilhoso!
Sentir o céu em clima de folia, de festa e depois ouvir o barulho de uma leve chuva fechando a jornada é interessante como se fosse para lavar algum tipo de receio e fortalecer ainda mais essa amizade.
Poder contar segredos, poder dividir palavras de carinhos, brincadeiras e até discutir se preciso for para o bem, sem desejar qualquer tipo de mal. Sempre com a intenção de fortalecer já que faz tanto o bem.
Toque que possui um mel de emoções, atração que penetra na veia a 120 km/h com um ar de perigo avançando o sinal até passar pela curvinha do pescoço.
Essa parte é a mais misteriosa!
Olhar que há muito tempo não era visto. Sentimento que faz pensar com carinho e respeito.
Um desejo enorme de cuidar, de proteger dos caminhos que são ou aparentam malucos como se fossemos “dois anjinhos” e assim será mesmo estando a “180 km” de distância.
Fornecer palavras de conforto mesmo não sendo tão certeiras.
A cada mudança, um sinal é solto pelo ar e nesse mais uma vez foi de “chuva”.
Chuva que molha que apaga ou até mesmo acende.
Tempo de paz, tempo de fazer disso tudo um tanto bem maior, um tanto mágico como um “realejo”.
É para a vida toda, é para todo o sempre.
O que restou do que um dia “foi” um só, ainda é lindo, saudável e muito bem vindo, independente dos ponteiros que continuarão fazendo “tic-tac”.
Veja bem:

Especial é a palavra!

Feliz em perceber que lá longe existe um coração que muito me quer bem!



(Sabrina Receputi)