quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tudo fica tão bonito...




Nos mínimos detalhes uma observação é solta no ar e de resposta vem uma fixação de um beijo onde a química é surpreendente.
Basta fechar os olhos para perceber esse show que acontece em câmera lenta, uma perfeição.
Dias de ansiedades perseguem aqueles olhos que quando se encontram com os olhos meus, um meteoro invade o espaço adentro e escreve em letras de forma tudo o que somos agora, sendo um tanto feliz! Amor que aflora sem pressa alguma ou como um furacão varrendo tudo, deixando a sós esses dois corações.
Faz bem brincar, criar apelidos carinhos, trocar opiniões. Se enrolar feito macarrão nas palavras cobertas com um tempero de risos e mais risos. Pensar em levar o bem para se sentir bem faz parte dos segundos que passam. É questão de querer, é questão de se embriagar aos poucos desse vinho doce deixando assim essas duas partes no mundo da lua.
Viajar no infinito da paixão em busca de sinceridade e respeito.
Surge a vontade de levar para passear na calda de um cometa, conhecer a via lactea e mudar para Saturno, onde os visinhos não incomodam e nem pensam em prejudicar o bom. Poder dar bom dia para o Sol, pedir licença para Plutão, convidar Marte para um café, passear em Mercúrio e dividir toda essa quentura. Pendurar nas Estrelas e gangorrear nessa loucura sem medo de ser feliz.
Sentir o perfume da flor ao chegar perto, deitar nas orquídeas que contam tudo o que quer ser dito no silencio da noite e no vai e vem dos pássaros que afirmam esse entusiasmo.
Tudo fica tão bonito, que presente é esse?
Carinhos e beijos desenham este rosto e decretam algo muito bom para esses dois corações.

(Sabrina Receputi)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Belo cenário




Na estação do trem que já vem vindo, sinto-me a primavera a sorrir para as pupilas dos meus olhos que para você abrem um sorriso.
Cílios sintonizados de vontades por querer estar muito perto.
É um querer que se transforma em canção, em palavras azuis da cor do céu.
Observe os desenhos das nuvens, eu vejo um coração.
Em silêncio os dias passam e junto uma ansiedade enorme vem me ver.
Estrelas dando uma boa noite e gaivotas dançando nos ritmos das ondas de emoções que invadem essa paisagem em plena manhã.
É desejo, é paixão, é mais dos que qualquer palavra.
Feito o sol, o clima se esquenta em chamas sem deixar espaço para a solidão.
Chegou, é você a razão desse sorriso.
É como um sonho que parecia impossível, mas mesmo um tempo na contramão, essas duas peças de um quebra cabeça se encaixaram.
Da varanda dos meus olhos eu avisto lindas flores e uma delas esta deixando a minha risada muito mais gostosa de se ouvir. Nesse conto “escondido” é desvendado um laço gostoso que vem surgindo por de trás das montanhas que nos separam e nos unem.
Fruto que alimenta o desejo, semente que faz brotar essa paz.
Magias sendo desvendadas e o que importa é o “nós”, então para que algum tipo de medo?
O tempo todo faz pensar e imaginar no que há de melhor e no que pode estar por vir. Viajar nas curvas desse corpo e penetrar nesse sonho lindo é o que faz ser real.

Isso tudo se transforma em um belo cenário onde a sedução faz a festa.


(Sabrina Receputi)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Amigo da floresta




Passos pela noite marcam pegadas pelo chão, uma linda lua cheia ilumina cada pedacinho daquela trilha.
De repente um barulho: "PA!" e um silencio medonho toma conta daquele lugar frio e cinza.
Amedrontado, um Lobo corre em sua direção. Mas, qual é a direção? Ele não sabe. Ele este perdido e desesperado. Ofegante, o Lobo passa por um ribeirão e de um abismo ele avista um corpo que acaba de dar o seu ultimo suspiro.
Sem entender, ele corre! Corre muito, ao ponto de rastejar pela escuridão onde só a lua o guiava com seus traços de luz.
Arvores a gemer por causa da ventania que por ali assoviava.
Olhos o observavam em silencio.
Era tanta dor, era tanto desespero no meio de tantos caminhos e nada de encontrá-lo. O Lobo, por si só continuava a procurar aquele corpo que já se encontrava rígido. Espere! La esta ele.
O Lobo triste parou bem em frente ao que acabava de se desprender da terra.
Olhando para ele, mordeu os pés daquele homem de barbas brancas, na tentativa dele se mexer. Nenhum sinal para alegrá-lo.
Na insistência, o Lobo lambeu aquele rosto gelado de sereno e nenhuma esperança mais o persuadia. O Lobo permaneceu ali, quieto feito uma estatua e nem a fome o fazia lutar pela própria vida e encarar essa perda.
Aquele velho que se encontrava cada vez mais em decomposição no passar dos dias, anos, era o seu amigo da floresta. Seguiram grandes aventuras no passado, ate que um tiro o tirou a vida.
Mas, quem fez isso?
A lei nunca saberá. O Lobo nem pode contar e, mesmo se pudesse, agora já seria tarde demais, pois ele também acabou de falecer no meio de tanta solidão e angustia.


(Sabrina Receputi)