segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pássaros...



A liberdade de um pássaro esta em suas asas, onde as levam em qualquer lugar e enfrenta qualquer estação.
É uma aventura de se admirar, e faz viajar os pensamentos por essa imensidão, voando feito um algodão sem pressa alguma de chegar, lentamente tudo vai ficando em câmera lenta. Detalhes jamais vistos são observados por esses olhos de águia, bem lá de cima. Destino que se faz com o desejo de sobrevoar pelos caminhos mais altos da vida, sem deixar que a alta estima pouse a qualquer momento.
Os pássaros conseguem com sua praticidade de voar, brincar de colorir até mesmo o arco-íris que se vê seja la de onde for.
Se sentir por cima sem ter que pisotear é tão interessante, mas com muita calma e delicadeza os pés se encontram no chão.
Assim é a rotina desses pássaros que se vão sempre à procura do melhor e voltam repletos de historias para contar. Claro que nada é perfeito e eles sofrem com tamanhas ventanias, mas sabem ultrapassar com cautela e sabedoria.
Uns cantam alegrando a natureza que fazem até o cavaco chorar de emoção.
Uns dão sinais de alerta, afinal existe sempre um caçador sem coração que chega só para deixar uma dor e partir.
No meio de tantas núvens, existe um lindo céu azul que namora a grandeza de um mar em clima de eternas ondas, mesmo que sejam passageiras.
Paisagens que se transformam em poesias e pintam qualquer tela, desde que sejam verdadeiras.
Os passarinhos dançam no vento que assopra e às vezes até assombra a escuridão de uma noite misteriosa.
Ouçam o sentido das cífras que soam pelos tímpanos às vezes até sem pedir licença.
Basta apenas lembrar que esses pássaros podem tudo e que estão por aí espalhados com suas lindas asas, flutuando deliciosamente e pousando em belos jardins, onde a liberdade de voar é divina e bem maior.

Eles assistem de perto as noites e os dias passarem, assim como nós!

"A liberdade de seguir, está nas asas de um pássaro!"
 



(Sabrina Receputi)

domingo, 25 de julho de 2010

Um papel...




Da ponta de uma caneta se espera tudo desde que a encoste-se a um mínimo pedaço de papel, seja ele rasgado ou até mesmo em uma folha branca e sem trilhas para que não haja desvios de expressões. O importante é passar uma informação, é saber escrever o que deseja de forma correta com o português intelectual ou sem vírgulas e acentos onde se come letras e resta somente o “mais ou menos” da palavra, mas para que se importar? Passando a informação é o que interessa, num é mesmo?
Se sái “X” no lugar do “CH”, se não “IN”tende o que está escrito, aí já é melhor deixar tudo em branco como um silêncio.
São dúvidas que surgem, mas é de se entender que um papel enfrenta muita coisa errada.
Já diz a música de “TEATRO MÁGICO – Zaluzejo”, cada um tem a sua forma de falar...
Alguém já parou para pensar que com apenas um pedaço de papel pode-se dizer tudo com somente algumas letras?
Pode também escrever um testamento, mesmo que a letra saia minúscula forçando assim as lentes já que os olhos não enxergam bem mais.
Rabiscar, desenhar, sorrir em um papel ou até mesmo derramar lágrimas, faz sentido além de ser possível.
Quando alguém quer falar e não sabe soltar as palavras oralmente, a idéia vem em um papel e para quem lê, entende muito bem tudo e até responde se for o caso.
Acho tão bonito quando se entrega ao se escrever algo, independente do assunto, da forma, da hora e a gente sente quando foi escrito com atenção e vontade.
O mais legal é quando uma caneta faz pirraça e não libera a tinta deixando assim o papel acanhado por esperar tanto por um dizer, um recado ou até mesmo uma crítica.
O lápis pode bancar o durão e quebrar a pontinha evitando assim a liberdade de se deslizar sobre esse papel, seja de pão, de embrulhar carne, com linha, sem linha...
Quando se escreve com carinho, o papel às vezes se sente até envergonhado e fica rosinha e na hora da braveza se escurece todo.
Existem inúmeras maneiras de se entregar perante um pedaço de papel e uma informação é muito importante, pois quem escreve sabe que chegou a seu destinatário a não ser que resolveu desviar o caminho de um humilde pedacinho de papel evitando assim um encontro.
Melhor ainda é quando se sabe interpretar cada letra, ponto e vírgula!
Um pedaço de papel tem uma importância que muitos nem reparam, mas ele está em nosso dia a dia.

(Sabrina Receputi)