terça-feira, 5 de abril de 2011

Não se sabe...

Estradas e atalhos nos ligam e nos desligam, mesmo que seja em uma tarde gris.
Uma tempestade lava e leva o apego que pode se transformar em desapego vagarosamente. Não importa à hora, não importa nada, desde que o dia amanheça cheio de ternura em se sentir vivo a cada segundo. Um coração palpita e da "pitaco" no que deve ser dito, mas o que deve ser dito?
As palavras ficam mudas, se enrolam e tropeçam nas letras maiúsculas espalhadas pelo chão. Buracos se transbordam e formam poças que nem sabem o que é ser preenchido de verdade.
Amar com clareza e delicadeza não é machucar uma carne que tem um sentimento bom.
Se abrir feito um lindo dia de sol talvez já não seja o correto, já que as núvens embaçam aqueles "olhos de gato" que enxergam longe.
Pagar para ver cenas de um teatro já visto, pode se tornar mórbido.
Os olhos deixam as lágrimas de um coração escorrer atrás do rio, lavando a alma feita essa tempestade que faz chover no que chamamos de razão e emoção, encharcando o mundo inteiro de aflição e paz.

Afinal, o que está dito aqui?
Se fazer de desentendido até pode ajudar, mas e o que está escrito?


Por um acaso, no meio desses temporais os pingos são de amor?
Não se sabe...



(Sabrina Receputi)

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