sexta-feira, 22 de julho de 2011

Coragem!

Sem respirar o ar que tanto transborda, sufoca um peito sombrio e uma lágrima faz um barulho estrondoso ao se derramar em um pequeno rio que desce a correnteza à procura de um ombro amigo.
Sem chão pra pisar, os pés flutuam e não sentem a firmeza de seguir.
Sem um sorriso satisfatório, as palavras são soltas ao vento e acertam um ser que por hora, se sente agoniado. O ar não deixa a respiração fluir. O que está acontecendo?
Chateado, um menino caminha em uma praia à procura de um abraço das eternas ondas que aparecem em meio à multidão e, lavam a sua alma.
Sozinho no meio de tantos, ele segue e vai deixando os seus olhos rasos d’água de tanta água salgada.
Dói!
Mas... De tão sozinho, ele estaria mesmo tão só?
Nota-se que não!
Basta abrir os olhos de verdade, enxugar esses olhos que embaçam a sua realidade.
Esse atalho está transformando a paisagem em pesadelo.
Há possibilidade de inventar novamente esse menino?
Não, não há!
O problema se resume em...
Coragem!

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