segunda-feira, 16 de maio de 2011

"eu"

Um sorriso sai alto e debochado
Boca carnuda que beija aquela boca de lobo
No laço de um abraço “eu” me desmanchei
E com isso um corpo permaneceu dormente
No desejo de um apego o ego fica um pouco mais contente
Na bica “eu” tomo água e do céu “eu” tomo chuva
Em um seio adormeci e com receio amanheci
Desse jeito, uma saudade invade aquele que tem saudade constante
Um beijo arrepia e faz surgir uma vontade de cavalgar sem pressa
Com a malícia de ser só um
A vida segue marcada pelo tempo
Tempo que se esconde do tempo que segue vivendo um sonho real, ou até mesmo um mero sonho...



(Sabrina Receputi)