terça-feira, 16 de agosto de 2011

Segundos...

Depois da meia-noite, as luzes se apagaram e a cidade ficou escura por apenas alguns minutos e em absoluto silêncio. Ouça e sinta esse silêncio!

Em seguida, essas mesmas luzes se acenderam com um brilho reluzente, com uma cor autêntica e clara.
Caminhar à meia luz inibe qualquer instinto não selvagem, esconde os sinais que são esfregados em nossos olhos a cada respirar.
É fato que o afeto afeta todo o corpo em menos de um segundo.
Caminhar sozinho por uma estrada sombria faz de um nobre coração, refém de algo que arde e machuca sem se ver e, que nem se sabe o nome. Digamos que a nossa sina é ensinar a nós mesmos a seguir por entre as surpresas da vida.
Ao seguir uma emoção, surge uma vontade de viajar nas asas de um cometa sim, mas sem deixar que a razão cometa uma inflação gravíssima por algo que se torna cada vez mais distante, mesmo que ao mesmo tempo pareça estar tão próximo, tão real.
Temos que aprender a brincar com as cartas da vida e a dançar conforme a musica. Mas, qual a musica que está tocando agora?
As lembranças que focam nos "detalhes pequenos de nós dois", calam o sorriso de uma bela adormecida que só sonhava em se entregar tranqüila. As pétalas de uma bela flor se desprenderam e estão flutuando nesse céu azul. Mas nada de tristezas, pois tudo vale a pena quando se trata de algo que valeu a pena, mesmo que mais uma vez por segundos.
Não há de ser nada, pois no cair das noites que nos cobrem, tudo vai criando forças e os peixes recomeçam a nadar por esse mundo a fora.
A realidade é exata, feito a matemática que nos mostram corretamente a soma, a divisão e a perda, seja no que for.
Um "trem fantasma" não é nada perto dos mistérios que a vida trás.
Um gesto sincero não tem preço, por isso não se compra e simplesmente deixa estar e fluir.
A qualquer hora tudo pode acontecer e uma fresta vai se abrir para um beija-flor se aproximar desse enorme jardim.
É lindo sorrir em paz e poder dizer o que sente sem medo.
Um amor não é estar por estar, não é uma tentativa e sim uma vontade enorme de estar e de se entregar, de fazer valer.
Afinal, alegria não se empresta e sim faz acontecer em um piscar de olhos.
É tão fácil de enxergar e de chegar quando há um querer, mas é tão cedo... ou tarde?
O dia do "prato" chegara e assim como o arroz e o feijão, as peças irão se encaixar.





(Sabrina Receputi)