terça-feira, 20 de março de 2012

O dia nem começou

Andando por ai,
Desviando pensamentos
Amarrotando a solidão
Que por si só, andava só.
Estando por aqui,
Em um beco sem saída
Trocando passos com a realidade
Praticando o mais puro desamor.
Escondendo o presente
Tendo medo de um passado estranho
Que o futuro rejeita.
Posso até me acostumar
Seguindo em frente,
Sem se quer pensar
Em olhar para trás.
Fazia tudo por amor
Até que não teve um porque,
E o circo quase que perdeu o seu encanto.
Andando em ruas que nem sei o nome
A fim de me perder, perdi.
De encontrar com essa realidade nua e crua na rua,
Encontrei, estremeci...
Caminhos trocados
Lembranças estranhas
Palavras cruzadas
Olhos paralisados
Reparando essa saudade absurda.
Mas, ainda assim
Seguindo em passos lentos
A vida fez sentido agora.
Miragem real onde um abraço adormeceu
Um olhar feito flor se abriu e depois morreu
Um aperto congelou o peito
Uma lágrima escorreu e secou.
Agora o céu se abriu
Está mais intenso.
Nuvens dançam alegremente
Sinto o vento que trás
A paz que me contém.
À noite nem acabou
Aliás, o dia nem se quer começou
E não tem porque deixar o tempo
Parado no ar...




(SR.)

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