quinta-feira, 12 de março de 2015

Eu sei... nem sei.

Duas forças que se afastam,
Duas almas que se atraem.
Não há mistérios quando a emoção fala mais alto e abafa uma razão que faz doer por não ter razão.
Até onde vai esta carruagem?
Nem me lembro a última vez que eu a vi.
O tempo passa devagar, eu sei...
Dói como se tivessem me tirado o coração.
Coração este bobo, tolo e singelo.
Quando se cria um vínculo que se resume em amor, a dor só aumemta enquando a saudade explode por dentro.
O canto almeja o lado bom.
Faz parte, eu sei!
Faz tempo... nem sei.
Faz chorar, faz chover, faz um brilho surgir por entre nuvens.
Cadê este sol?
Cadê aquela brisa que me tirava o ar?
Tempo "mano velho" que me afaga com o passar das horas...
Hora me acostumo, hora me desespero, hora sumo, hora sigo...
Pensamentos viajam por onde passo, deixando rastros de solidão. Ai tempo, tempo, tempo... tempo este maldito ou amigo?
Porque passas tão vagarosamente?
Quero logo este céu azul, sem trovoadas e rajadas de ventos.
Quero colo, quero um copo de pinga para aquecer o que me falta e depois, uma taça de vinho para brindar o que ainda está por vir.
O futuro a Deus pertence.

Sabrina Receputi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário